quinta-feira, 28 de outubro de 2010

o meu momento de filme

foi há um par de anos. num comboio, e não num avião - e fica, desde já, aqui o meu protesto contra as comédias românticas que terminam com ele a correr atrás dela no aeroporto (99% do total). vivo a mais de 2.000 km da minha terra natal, já viajei por três continentes, e NUNCA - repito: NUNCA - um gajo me perseguiu até à porta de embarque a implorar-me que não partisse. minhas caras argumentistas de filmes cor-de-rosa: IT DOES NOT HAPPEN.

já o comboio... no comboio ia um jovem bem-parecido com o qual troquei uns tantos olhares e sorrisos por cima do livro que estava a ler. eis senão quando, uma das minhas duas amigas levanta-se de um salto: "temos que sair, é esta a nossa estação!", e lá fomos as três de rompante, carruagem fora. o rapaz levanta-se também, corre até à porta e grita para mim "dá-me o teu número de telefone!"; e eu tento explicar "eu não vivo em Paris..." (porque tento sempre eu explicar e compreender tudo??), mas ele tira o telemóvel do bolso e insiste "rápido! dá-me o teu número!", e eu continuo "nem sequer em França... vivo longe!", e ele insiste...

... e o comboio parte.

sabia lá eu bem o que era longe, nessa altura...

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